Quem já perdeu uma disputa por prazo sabe: a prova estava lá, mas chegou tarde. Em chargeback e em Pix MED, o prazo é o ponto em que mais lojas perdem dinheiro sem precisar.
Por que o prazo pesa tanto
- Cada disputa tem uma data limite, e ela não costuma ser flexível.
- O prazo varia: no chargeback, depende de adquirente e bandeira e vem no aviso; no MED, o recebedor tem 80 dias a partir da devolução para contestar, pela regra vigente desde 1º de setembro de 2026.
- O aviso pode chegar por e-mail, painel ou notificação, e passa despercebido em meio a outras mensagens.
- Reunir provas leva tempo: nota, rastreio, comprovante, conversas.
O que fazer no primeiro dia
- Registre o aviso: tipo da disputa, motivo, valor e data limite.
- Identifique o pedido que gerou o pagamento.
- Defina quem cuida do caso na loja.
- Liste o que falta: nota, rastreio, comprovante de entrega, comunicação.
- Marque uma data interna, alguns dias antes do limite, para fechar o dossiê.
Quem faz isso no mesmo dia ganha tempo para corrigir imprevistos, como um rastreio que não carrega ou uma nota que precisa ser reemitida.
Uma rotina simples de acompanhamento
- Painel único (planilha ou sistema) com todas as disputas abertas, o prazo de cada uma e o responsável.
- Verificação diária dos canais de aviso: e-mail do provedor, painel do adquirente e extrato do Pix.
- Alertas em dois pontos: um aviso de que o prazo está chegando e outro no último dia útil.
- Dossiê pronto antes da data interna, com revisão de outra pessoa quando possível.
- Registro do envio: protocolo, data e cópia do que foi enviado.
Sinais de que o seu processo está frágil
- A loja descobre disputas pelo extrato, não pelo aviso.
- Ninguém sabe quem é o responsável por cada caso.
- As provas ficam em lugares diferentes (e-mail pessoal, plataforma, WhatsApp).
- Os prazos ficam na memória de uma pessoa.
Conteúdo informativo, não substitui orientação jurídica. Regras e prazos mudam; confirme nas fontes oficiais.